sábado, 4 de abril de 2026

Base governista derruba relatório da CPMI do INSS após 16 horas de debate

Francisco Félix

Francisco Félix

Publicado em: 28/03/26 – 10:33

Base governista derruba relatório da CPMI do INSS após 16 horas de debate

Francisco Félix

Francisco Félix

Publicado em: 28/03/2026
10:33

Após mais de 16 horas de discussões, a comissão responsável pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS rejeitou, na madrugada deste sábado (28), o relatório apresentado pelo deputado Alfredo Gaspar.

A votação terminou 19 votos contra e 12 a favor, resultado considerado uma vitória da base governista no Congresso Nacional.

O parecer, com mais de 4 mil páginas, recomendava o indiciamento de 216 pessoas, entre elas Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Para evitar a aprovação do relatório, aliados do governo mobilizaram parlamentares nas horas finais da votação. O senador Jacques Wagner viajou de Salvador a Brasília para participar da sessão, enquanto o ministro da Agricultura Carlos Fávaro foi exonerado temporariamente do cargo para reassumir sua cadeira no Senado e votar na comissão.

Lista de indiciamentos

Além de Lulinha, o relatório também pedia o indiciamento do banqueiro Daniel Vorcaro, do senador Weverton Rocha, e dos deputados Euclydes Pettersen e Gorete Pereira, além de outras 211 pessoas.

O documento também sugeria a investigação dos ministros do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e Dias Toffoli por suposto tráfico de influência em relações com Daniel Vorcaro.

Segundo o relatório, uma rede formada por 41 empresas teria sido utilizada para pagamento de propinas e lavagem de dinheiro, movimentando cerca de R$ 39 bilhões entre 2018 e 2025.

Pedido de prisão

O relatório também solicitava prisão preventiva de Lulinha, que atualmente vive na Espanha, sob a alegação de risco de fuga.

O texto apontava ligação entre ele e o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, atribuindo ao filho do presidente crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção passiva e tráfico de influência.

No parecer, o relator afirmou que Lulinha não seria apenas um conhecido do lobista, mas alguém que teria atuado como facilitador de acesso e possível sócio oculto.

A defesa de Lulinha negou as acusações e afirmou que a recomendação de indiciamento revela “o caráter eleitoral da atuação do relator”.

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