quinta-feira, 21 de maio de 2026
O ministro André Mendonça afirmou haver um “quadro indiciário robusto” e descreveu a existência de uma “estrutura criminosa sofisticada” nas investigações relacionadas ao caso do Banco Master.

André Mendonça aponta “estrutura criminosa sofisticada” em investigação ligada ao Banco Master

Picture of Francisco Félix

Francisco Félix

Publicado em: 15/05/26 – 12:08

André Mendonça aponta “estrutura criminosa sofisticada” em investigação ligada ao Banco Master

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Francisco Félix

Publicado em: 15/05/2026
12:08
O ministro André Mendonça afirmou haver um “quadro indiciário robusto” e descreveu a existência de uma “estrutura criminosa sofisticada” nas investigações relacionadas ao caso do Banco Master.

O ministro André Mendonça afirmou haver um “quadro indiciário robusto” e descreveu a existência de uma “estrutura criminosa sofisticada” nas investigações relacionadas ao caso do Banco Master.

As declarações constam na decisão que autorizou a 6ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira (14) pela Polícia Federal.

Segundo a decisão judicial, as investigações identificaram a atuação de dois núcleos especializados dentro da organização investigada.

📌 Um dos grupos seria responsável por:

  • intimidações presenciais
  • obtenção de informações sigilosas
  • acessos indevidos a sistemas públicos

📌 O outro atuaria em:

  • invasões telemáticas
  • ataques cibernéticos
  • monitoramento clandestino
  • derrubada de perfis em redes sociais

De acordo com a PF, os grupos eram conhecidos internamente como “A Turma” e “Os Meninos”.

A investigação aponta que “A Turma” seria formada por policiais federais da ativa e aposentados, além de operadores ligados ao jogo do bicho e outros colaboradores encarregados de ameaças, coerções e levantamentos clandestinos de informações.

Já “Os Meninos” seria o braço hacker da estrutura investigada, responsável por invasões digitais e monitoramento ilegal.

Segundo a decisão de André Mendonça, ambos os núcleos atuavam de forma coordenada e eram gerenciados por Felipe Mourão.

O empresário Henrique Vorcaro aparece descrito no processo como “demandante, beneficiário e operador financeiro” de parte da estrutura investigada.

Os investigadores afirmam que Vorcaro teria solicitado serviços ilícitos, financiado operações e mantido contato com integrantes da organização mesmo após fases anteriores da operação.

Entre os presos está David Henrique Alves, apontado pela Polícia Federal como líder do grupo “Os Meninos” e coordenador de operadores especializados em ataques digitais e monitoramento clandestino.

A operação segue em andamento e novas medidas não estão descartadas pelas autoridades.

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