O ministro André Mendonça afirmou haver um “quadro indiciário robusto” e descreveu a existência de uma “estrutura criminosa sofisticada” nas investigações relacionadas ao caso do Banco Master.
As declarações constam na decisão que autorizou a 6ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira (14) pela Polícia Federal.
Segundo a decisão judicial, as investigações identificaram a atuação de dois núcleos especializados dentro da organização investigada.
📌 Um dos grupos seria responsável por:
- intimidações presenciais
- obtenção de informações sigilosas
- acessos indevidos a sistemas públicos
📌 O outro atuaria em:
- invasões telemáticas
- ataques cibernéticos
- monitoramento clandestino
- derrubada de perfis em redes sociais
De acordo com a PF, os grupos eram conhecidos internamente como “A Turma” e “Os Meninos”.
A investigação aponta que “A Turma” seria formada por policiais federais da ativa e aposentados, além de operadores ligados ao jogo do bicho e outros colaboradores encarregados de ameaças, coerções e levantamentos clandestinos de informações.
Já “Os Meninos” seria o braço hacker da estrutura investigada, responsável por invasões digitais e monitoramento ilegal.
Segundo a decisão de André Mendonça, ambos os núcleos atuavam de forma coordenada e eram gerenciados por Felipe Mourão.
O empresário Henrique Vorcaro aparece descrito no processo como “demandante, beneficiário e operador financeiro” de parte da estrutura investigada.
Os investigadores afirmam que Vorcaro teria solicitado serviços ilícitos, financiado operações e mantido contato com integrantes da organização mesmo após fases anteriores da operação.
Entre os presos está David Henrique Alves, apontado pela Polícia Federal como líder do grupo “Os Meninos” e coordenador de operadores especializados em ataques digitais e monitoramento clandestino.
A operação segue em andamento e novas medidas não estão descartadas pelas autoridades.
