A oito meses das eleições presidenciais de 2026, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça amplia sua influência no cenário jurídico e político ao assumir a relatoria das investigações do chamado “caso Master”.
O magistrado já é responsável pelo processo que apura supostos desvios de recursos de aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e, a partir de junho, passará a ocupar a vice-presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A mudança ocorre com a saída de Cármen Lúcia da presidência da Corte Eleitoral e a posse de Nunes Marques no comando do tribunal.
Peça-chave no tabuleiro institucional
À frente das investigações envolvendo o Banco Master e das apurações sobre fraudes no INSS, Mendonça passa a ser observado de perto por integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por membros do Congresso Nacional e por colegas do próprio STF.
A expectativa nos bastidores é entender qual será a linha adotada pelo ministro nos casos de grande repercussão, especialmente em um contexto pré-eleitoral.
Indicado ao Supremo pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, que o definiu como “terrivelmente evangélico”, Mendonça é descrito por interlocutores do meio jurídico como um magistrado de perfil técnico, com decisões fundamentadas e postura reservada.
Caso Master e mudança na relatoria
Mendonça foi sorteado relator do processo que investiga suposta fraude financeira no Banco Master após relatório da Polícia Federal (PF) apontar menções ao ministro Dias Toffoli em celulares apreendidos com investigados, entre eles Daniel Vorcaro.
Diante da repercussão política, Toffoli deixou a relatoria do caso, que agora passa às mãos de Mendonça.
Com decisões que podem impactar diretamente o ambiente político e institucional do país, o ministro se consolida como um dos protagonistas do Judiciário em um dos períodos mais sensíveis do calendário democrático.