A rotina de uma escola em Senador Canedo, na Região Metropolitana de Goiânia, foi transformada por um ato de amor paterno e gratidão. O professor de CrossFit Helivelton decidiu vestir o traje do Homem-Aranha para fazer uma surpresa não apenas ao filho Théo, mas a todos os colegas e educadores da instituição. A iniciativa surgiu como uma forma de agradecimento pelo acolhimento e pela inclusão que o menino vivencia todos os dias na unidade de ensino.
A surpresa no mês das crianças
A visita especial coincidiu com a programação da semana do Dia das Crianças promovida pela escola, que contava com atividades aquáticas e brincadeiras. Segundo Helivelton, o ambiente escolar tem sido fundamental para a socialização e o desenvolvimento de Théo, complementando as terapias e a prática esportiva que o menino já realiza com o pai.
Para garantir a alegria geral, o “super-herói” distribuiu pirulitos para cerca de 200 crianças. O pai relatou que a ideia de presentear a turma nasceu da observação do carinho genuíno que os colegas demonstram diariamente ao receberem Théo nos corredores da escola.
O reconhecimento pela voz e a emoção de ser “Papai”
Um dos momentos mais tocantes da ação ocorreu no encontro direto com o filho. Como Théo estava entretido nas atividades com água, ele inicialmente relutou em sair para conhecer o personagem. Com a ajuda da mãe, Bruna de Cássia Albuquerque, e da cuidadora escolar, o menino se aproximou.
Quando o Homem-Aranha retirou a máscara e conversou com o garoto, Théo imediatamente o reconheceu pela voz e disparou a palavra “Papai”. Para Helivelton, a reação em um ambiente cheio de pessoas tornou a visita inesquecível, evidenciando a forte conexão construída entre os dois.
O impacto nas outras crianças
A ação idealizada para agradecer à escola acabou rendendo momentos de forte emoção também com os outros alunos. Durante a entrega dos doces, Helivelton foi surpreendido pelo relato de uma criança que agradeceu profundamente pelo pirulito, justificando que não consumia o doce há muito tempo porque o pai não tinha condições financeiras de comprar.
O episódio, segundo o professor, serviu para reforçar que, além dos desafios diários enfrentados pela sua própria família com o autismo e o TDAH, a comunidade escolar é composta por realidades e dificuldades diversas, tornando gestos de afeto e solidariedade ainda mais necessários.

