O Mercado Livre anunciou nesta quinta-feira (24), durante coletiva de imprensa realizada no evento Mercado Livre Experience, em São Paulo, uma nova etapa de sua expansão no setor de saúde e no comércio eletrônico ultrarrápido.
A partir desta sexta-feira (25), a plataforma passará a comercializar medicamentos que exigem prescrição médica e retenção da receita, ampliando a categoria de produtos de saúde disponível aos consumidores.
Entre os medicamentos que poderão ser comercializados estão antibióticos e medicamentos à base de análogos de GLP-1, conhecidos popularmente pelo uso em tratamentos para diabetes e controle de peso. A venda deverá seguir procedimentos específicos de conferência e retenção da prescrição, semelhantes aos adotados pelas farmácias físicas.
Além da operação própria, o Mercado Livre anunciou que grandes redes de farmácias também poderão ingressar no marketplace para comercializar seus produtos diretamente pela plataforma.
Expansão para o setor farmacêutico
A entrada do Mercado Livre no segmento de farmácias vem sendo preparada há cerca de um ano. A empresa adquiriu uma farmácia própria em São Paulo e, após obter a licença necessária, iniciou um projeto-piloto voltado inicialmente para medicamentos isentos de prescrição.
De acordo com a companhia, o período de testes permitiu avaliar a demanda dos consumidores e o desempenho da categoria dentro da plataforma, que apresentou volume expressivo de buscas e alta taxa de conversão.
Com a nova etapa, a empresa amplia o alcance de sua operação no setor de saúde e passa a atuar também em uma categoria que envolve medicamentos sujeitos a controle específico na comercialização.
A expansão ocorre em meio ao avanço do comércio eletrônico de produtos de saúde e à busca das grandes plataformas digitais por ampliar o número de categorias oferecidas aos consumidores.
