Mulheres relatam deformidades, amputações parciais e sequelas permanentes após procedimentos; defesa afirma confiar na Justiça e diz que inocência será comprovada
Atendimentos realizados no quarto de uma residência, sob a justificativa de que uma clínica estaria passando por reformas, e procedimentos cirúrgicos realizados sem condições básicas de higiene estão entre os relatos apresentados por pacientes da fisioterapeuta Magda Oliveira da Silva, presa preventivamente em Goiânia.
A profissional é investigada pela Polícia Civil de Goiás (PC-GO) por suspeita de causar lesões graves e gravíssimas em pacientes durante procedimentos estéticos.
Segundo os relatos reunidos no curso das investigações, mulheres teriam sofrido consequências consideradas graves após intervenções realizadas nas regiões íntima, facial, mamária e glútea. Entre as queixas estão deformidades, amputações parciais e sequelas permanentes.
Os atendimentos teriam ocorrido em diferentes circunstâncias. Em alguns casos, pacientes afirmam que procedimentos foram realizados em ambientes que não apresentariam as condições estruturais e sanitárias esperadas para intervenções dessa natureza.
A prisão preventiva ocorreu no âmbito da investigação conduzida pela Polícia Civil de Goiás, que busca esclarecer as circunstâncias dos procedimentos, identificar eventuais outras vítimas e verificar a responsabilidade da profissional pelos danos relatados.
Defesa nega irregularidades
A defesa de Magda Oliveira da Silva declarou que confia na Justiça e que a inocência da profissional será demonstrada durante a instrução penal.
Em nota, os advogados afirmaram que a atuação de Magda sempre foi pautada pelo rigor ético e ressaltaram que a equipe técnica permanece à disposição das autoridades para prestar os esclarecimentos necessários.
As acusações ainda serão analisadas no decorrer do processo. A prisão preventiva e as investigações não representam, por si só, uma condenação, cabendo à Justiça avaliar as provas apresentadas pelas partes.
Foto: Divulgação/Polícia Civil
