quarta-feira, 14 de outubro de 2026
Fisioterapeuta é presa suspeita de causar lesões graves em pacientes de Goiânia

Mutilação e Dor: Fisioterapeuta é presa em Goiânia após pacientes denunciarem graves lesões em tratamentos estéticos

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Júnior Silva

Publicado em: 23/09/26 – 10:44

Mutilação e Dor: Fisioterapeuta é presa em Goiânia após pacientes denunciarem graves lesões em tratamentos estéticos

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Júnior Silva

Publicado em: 23/09/2026
10:44
Fisioterapeuta é presa suspeita de causar lesões graves em pacientes de Goiânia

O mercado de procedimentos estéticos em Goiás voltou às páginas policiais nesta quarta-feira (23 de setembro), revelando os perigos ocultos por trás de promessas de beleza rápida e clínicas de fachada. A Polícia Civil de Goiás (PCGO) cumpriu um mandado de prisão contra uma fisioterapeuta em Goiânia, acusada de causar danos físicos e psicológicos devastadores em suas pacientes. A investigação foi deflagrada após as delegacias especializadas receberem uma enxurrada de denúncias detalhando procedimentos malfadados que resultaram em infecções graves, necroses e deformidades permanentes.

O catálogo de horrores: Queimaduras e mutilações

Os inquéritos instaurados pela Polícia Civil reúnem relatos chocantes e laudos periciais que comprovam a gravidade das lesões sofridas pelas vítimas. Entre as acusações mais contundentes estão casos de mulheres que procuraram a clínica para realizar intervenções estéticas nos seios e saíram com queimaduras de segundo e terceiro graus nas mamas, provocadas pelo uso indevido de equipamentos e substâncias químicas cáusticas.

Ainda mais alarmantes são os depoimentos referentes a procedimentos de rejuvenescimento e estética íntima. Pacientes denunciaram que intervenções invasivas realizadas pela profissional resultaram na mutilação parcial de suas genitálias. As vítimas relatam dores crônicas, perda de sensibilidade, infecções generalizadas e a necessidade urgente de cirurgias reparadoras complexas para tentar reverter os danos estruturais causados pela imperícia.

Invasão de competência e exercício ilegal

O cerne da investigação policial recai não apenas sobre as lesões corporais gravíssimas, mas sobre os limites de atuação da profissional. Como fisioterapeuta, a suspeita não possuía autorização dos conselhos de classe (Crefito e CRM) ou formação médica adequada para realizar procedimentos de caráter estritamente cirúrgico ou que envolvessem cortes profundos, suturas e a injeção de determinadas substâncias anestésicas e preenchedoras.

As autoridades apontam que a clínica operava oferecendo pacotes agressivos de intervenções que extrapolavam largamente a alçada da fisioterapia dermatofuncional. A busca pelo lucro fácil, aliada à falta de estrutura hospitalar para lidar com complicações imediatas, criou o cenário ideal para o adoecimento severo das pacientes, configurando, em tese, o exercício ilegal da medicina.

Interdição e busca por novas vítimas

Junto ao mandado de prisão, os agentes cumpriram ordens de busca e apreensão no estabelecimento comercial da investigada. Equipamentos, prontuários médicos irregulares, medicamentos de uso restrito e computadores foram recolhidos e passarão por perícia técnica. O local foi interditado pelos órgãos de vigilância sanitária.

Com a prisão preventiva efetuada e a ampla divulgação do modus operandi da clínica, a Polícia Civil faz um apelo para que outras possíveis vítimas rompam o silêncio e o constrangimento. A expectativa dos investigadores é que o número de denúncias aumente exponencialmente nos próximos dias, ajudando a robustecer o processo criminal que poderá levar a acusada a responder por lesão corporal de natureza gravíssima, estelionato, falsidade ideológica e crimes contra a saúde pública.

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