quarta-feira, 14 de outubro de 2026
Síndico Cléber Rosa de Oliveira é suspeito de matar corretora Daiane Alves

A Máfia do Condomínio: Ex-síndico que matou corretora em Caldas Novas é indiciado por desviar dinheiro dos moradores

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Júnior Silva

Publicado em: 11/09/26 – 11:10

A Máfia do Condomínio: Ex-síndico que matou corretora em Caldas Novas é indiciado por desviar dinheiro dos moradores

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Júnior Silva

Publicado em: 11/09/2026
11:10
Síndico Cléber Rosa de Oliveira é suspeito de matar corretora Daiane Alves

O brutal assassinato da corretora de imóveis Daiane Alves Sousa, morta aos 43 anos em Caldas Novas, acaba de ganhar um novo e estarrecedor capítulo. A Polícia Civil de Goiás concluiu mais uma frente de investigações e indiciou o ex-síndico Cléber Rosa de Oliveira — assassino confesso da vítima — por crimes financeiros contra a administração do residencial. O inquérito revelou que o administrador utilizava os recursos arrecadados dos condôminos para bancar despesas pessoais, escancarando a real motivação das severas desavenças que culminaram na morte de Daiane no final de 2025.

O rastro do dinheiro e a queima de arquivo

Até o momento, o conflito crônico entre o síndico e a corretora vinha sendo tratado, de forma geral, no âmbito das brigas administrativas e de convivência. Daiane, cuja família administra seis apartamentos de aluguel por temporada no edifício, era uma figura ativa no condomínio e cobrava transparência da gestão.

Com a quebra de sigilos e a devassa nas finanças do prédio promovida pela investigação, os agentes policiais confirmaram o que a vítima possivelmente já desconfiava ou ameaçava expor: o caixa estava sendo sistematicamente sangrado. O indiciamento por apropriação indébita de fundos coletivos reforça a tese de que o homicídio passou longe de ser um surto passional ou uma mera briga de vizinhos. Tratou-se, na visão das autoridades, de uma emboscada fria para silenciar a principal opositora que colocava em risco o esquema de desvios financeiros mantido pelo síndico.

O cerco jurídico se fecha

O novo indiciamento complica de maneira irreversível a situação jurídica de Cléber Rosa de Oliveira. Atualmente detido em prisão preventiva, ele aguarda a decisão judicial (sentença de pronúncia) que deve encaminhá-lo ao Tribunal do Júri popular. Pelo crime de sangue, o Ministério Público já o denunciou por homicídio duplamente qualificado — agravado pelo uso de emboscada no escuro do subsolo — e por ocultação de cadáver.

Agora, as acusações de desvio de dinheiro em proveito próprio deverão gerar um processo criminal paralelo ou ser anexadas como agravantes da motivação (motivo torpe). Em caso de condenação, a somatória dos crimes contra a vida e contra o patrimônio fará com que a pena final do ex-síndico sofra um salto substancial.

Relembre a emboscada no subsolo

Daiane Alves desapareceu em 17 de dezembro de 2025. A última imagem da vítima a registrou descendo de elevador ao subsolo do prédio para verificar a rede elétrica após uma queda de energia em seu andar. As câmeras de segurança foram manipuladas a partir desse momento.

Segundo o inquérito, Cléber aguardava a moradora no escuro, dominou a vítima, colocou-a em seu próprio carro e a transportou até uma área de mata fechada perto da rodovia GO-213. Lá, Daiane foi executada com dois tiros na cabeça. Pressionado pelo cerco da Polícia Civil e por exames periciais, o síndico confessou o crime mais de um mês depois, no final de janeiro de 2026, levando as autoridades ao local exato onde havia ocultado os restos mortais da corretora.

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