Ministro do STF também afastou diretor de Inteligência da PF e determinou investigação sobre relatórios produzidos pela corporação
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (8) o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Augusto Passos Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial da corporação, Leandro Almada da Costa.
A decisão ocorre em meio à crescente crise institucional envolvendo integrantes do STF e a Polícia Federal, com desdobramentos relacionados às investigações sobre o Banco Master e às mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Segundo Mendonça, a medida busca garantir que ministros do Supremo, o advogado-geral da União, Jorge Messias, e servidores da Polícia Federal possam exercer suas funções sem constrangimentos considerados ilegais.
O ministro também determinou a abertura de procedimentos investigatórios criminais e administrativo-disciplinares para apurar a produção de relatórios de inteligência que teriam monitorado autoridades. Além disso, suspendeu a produção, elaboração ou compartilhamento de relatórios destinados a analisar a atuação funcional de magistrados, integrantes da advocacia pública ou da polícia judiciária.
A controvérsia ganhou força após a divulgação de relatórios da PF utilizados pelo ministro Alexandre de Moraes em uma apuração envolvendo a atuação de Mendonça. O ministro questionou a legitimidade e a metodologia utilizada na elaboração desses documentos.
Mendonça solicitou ainda a convocação de uma sessão virtual extraordinária da Segunda Turma do STF para analisar e referendar a decisão. Portanto, o afastamento determinado monocraticamente ainda está sujeito à apreciação do colegiado.
A decisão representa mais um capítulo da crise envolvendo o STF, a Polícia Federal e as investigações relacionadas ao Banco Master, ampliando a tensão entre diferentes instituições do sistema de Justiça.
