O empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, iniciou uma mudança em sua estratégia jurídica após desgastes recentes com a Polícia Federal (PF) e com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça.
Nos bastidores, Vorcaro passou a indicar disposição para reforçar sua delação premiada, com a inclusão de novos detalhes e possíveis personagens envolvidos nos esquemas investigados no Caso Master.
A reestruturação da defesa começou oficialmente na sexta-feira (22), com a saída do advogado José Luís Oliveira Lima, conhecido como Juca. Em entrevista à GloboNews, o criminalista afirmou que deixou o caso em “comum acordo” com o empresário.
Com a saída de Juca, a condução da estratégia jurídica passa a ficar sob responsabilidade do advogado Sérgio Leonardo, que já integrava a equipe de defesa, mas atuava principalmente nos bastidores.
A mudança ocorre poucos dias após a Polícia Federal rejeitar a proposta de colaboração premiada apresentada por Vorcaro. A Procuradoria-Geral da República (PGR) também analisava o material e teria solicitado alterações no conteúdo da delação.
Diante do cenário, André Mendonça autorizou que o empresário passasse a cumprir regras ordinárias de custódia na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, levando à transferência de Vorcaro para uma cela comum.
Aliados do banqueiro afirmam que o local possui condições inadequadas de permanência. Segundo relatos da defesa, a cela não possui banheiro separado, conta com vaso sanitário instalado no chão e não dispõe de chuveiro elétrico.
Após a transferência, os advogados protocolaram novo pedido ao STF solicitando que Daniel Vorcaro seja levado para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido informalmente como “Papudinha”.
O Caso Master segue sob investigação da Polícia Federal e acompanhamento do Supremo Tribunal Federal.