Os governos dos Estados Unidos e do Reino Unido concluíram a transferência de 13,5 kg de urânio enriquecido da Venezuela para território norte-americano, em uma operação supervisionada pelo Organismo Internacional de Energia Atômica (OIEA).
O material nuclear estava armazenado em um reator do Instituto Venezolano de Investigaciones Científicas (IVIC), desativado desde 1991. Segundo o OIEA, a retirada ocorreu como parte de uma ação internacional voltada à prevenção da proliferação nuclear e redução de riscos de segurança.
De acordo com as informações divulgadas, o urânio estava enriquecido a pouco mais de 20% do isótopo U-235, nível considerado acima do normalmente utilizado em usinas civis, mas ainda abaixo do necessário para produção de armas nucleares.
A operação envolveu transporte terrestre escoltado até um porto venezuelano, seguido pelo envio marítimo do material até uma instalação do Departamento de Energia dos EUA, localizada na Carolina do Sul.
O OIEA afirmou que toda a ação ocorreu sob rígido controle internacional devido ao potencial risco representado pelo material caso fosse desviado ou utilizado de maneira inadequada.
Autoridades norte-americanas classificaram a operação como uma vitória para a segurança internacional e destacaram a cooperação entre os três países envolvidos.