O Departamento de Defesa dos Estados Unidos anunciou novos acordos com gigantes da tecnologia para expandir o uso de inteligência artificial em redes militares classificadas. Entre as empresas contratadas estão Nvidia, Microsoft, Reflection AI e a Amazon Web Services.
O grupo passa a integrar uma lista que já inclui empresas como SpaceX, OpenAI e Google. Segundo o Pentágono, os contratos têm como objetivo transformar as Forças Armadas dos Estados Unidos em uma força de combate “AI-first”, com maior uso de sistemas automatizados e análise avançada de dados em tempo real.
A ampliação dos acordos ocorre após o rompimento entre o Departamento de Defesa e a Anthropic, desenvolvedora do modelo Claude, utilizado em operações militares norte-americanas relacionadas ao Irã. O impasse teve início após a empresa propor restrições ao uso da inteligência artificial em contextos de guerra.
O Pentágono rejeitou as limitações e iniciou um processo para retirar a Anthropic de sua cadeia de suprimentos de defesa, estabelecendo um prazo de seis meses para substituir a tecnologia atualmente empregada. O caso segue em disputa judicial.
A movimentação reforça a corrida global por supremacia tecnológica no campo militar, com a inteligência artificial assumindo papel cada vez mais estratégico em operações de defesa e segurança.
Matéria em atualização.