A rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal aumentou a pressão sobre o governo no Congresso e elevou a expectativa de um novo revés político.

Parlamentares avaliam que o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Projeto de Lei da Dosimetria pode ser derrubado em sessão conjunta do Congresso Nacional do Brasil, diante da articulação da oposição e de setores do Centrão.

A proposta trata de critérios para cumprimento de penas e progressão de regime. Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro defendem a derrubada do veto com o argumento de que a medida permitiria revisão de punições relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023.

Nos bastidores, líderes políticos indicam que já haveria votos suficientes para rejeitar o veto. O deputado Paulinho da Força afirmou que o cenário é favorável à derrubada, avaliação semelhante à mencionada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta.

Para rejeitar o veto presidencial, são necessários ao menos 257 votos na Câmara dos Deputados e 41 no Senado.

Entre governistas, há reconhecimento de dificuldade para manter a decisão do Executivo. A deputada Gleisi Hoffmann atribuiu a recente derrota de Messias no Senado a um “acordão”, indicando um ambiente político mais adverso ao governo.

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