quinta-feira, 21 de maio de 2026
Brasileiros são presos suspeitos de comandar esquema de imigração ilegal que movimentou mais de US$ 20 milhões 🇺🇸

Brasileiros são presos nos EUA por suspeita de liderar esquema milionário de fraude imigratória

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Francisco Félix

Publicado em: 24/04/26 – 13:22

Brasileiros são presos nos EUA por suspeita de liderar esquema milionário de fraude imigratória

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Francisco Félix

Publicado em: 24/04/2026
13:22
Brasileiros são presos suspeitos de comandar esquema de imigração ilegal que movimentou mais de US$ 20 milhões 🇺🇸

Autoridades dos Estados Unidos investigam um grupo de brasileiros suspeito de comandar um esquema que pode ser considerado uma das maiores fraudes imigratórias já registradas na região. Segundo a polícia, a organização teria movimentado mais de US$ 20 milhões e feito centenas de vítimas, a maioria também brasileira.

Quatro pessoas foram presas na quarta-feira (22/4): Vagner Soares de Almeida, apontado como líder do grupo; Juliana Colucci, esposa dele; além de Ronaldo Decampos e Lucas Felipe Trindade Silva.

Eles são acusados de associação criminosa, fraude organizada, extorsão e exercício ilegal da advocacia.

De acordo com o gabinete do xerife do Condado de Orange, o grupo operava por meio de uma empresa que se apresentava como uma agência completa de serviços de imigração. A promessa era auxiliar imigrantes em processos de regularização e pedidos de asilo.

Na prática, segundo as investigações, o esquema funcionava com base em manipulação, informações falsas e pressão psicológica sobre clientes em situação de vulnerabilidade, explorando o medo de deportação.

As autoridades afirmam que os suspeitos acumularam uma fortuna, enquanto muitos clientes não tiveram qualquer avanço nos processos migratórios — alguns sequer se aproximaram da regularização.

Até o momento, sete vítimas formalizaram denúncias, com prejuízos que variam entre US$ 2,5 mil e US$ 26 mil. No entanto, investigadores acreditam que o número real de afetados pode ser significativamente maior.

A operação foi conduzida em conjunto pelo gabinete do xerife, pela Homeland Security Investigations (HSI) e pela Procuradoria-Geral da Flórida, que agora trabalham para identificar outras possíveis vítimas e dimensionar o alcance total do esquema.

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