Uma operação integrada deflagrada nesta quinta-feira (23) apura a atuação de um suposto grupo criminoso infiltrado na Organização Social responsável pela gestão do Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia (HMAP), em Goiás.

A ação, batizada de Operação Sepse, conta com a participação do Ministério Público Federal em Goiás, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), e da Polícia Federal.

De acordo com o MPF, a investigação teve início a partir de informações obtidas por meio de quebras de sigilo telemático, bancário e fiscal, que indicaram possíveis irregularidades na administração hospitalar.

As apurações apontam que controladores da organização social direcionavam contratos superfaturados e fraudulentos relacionados à gestão de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para empresas previamente selecionadas.

Em contrapartida, os sócios dessas empresas investigadas teriam repassado cerca de 10% dos valores recebidos como propina à cúpula do Instituto Brasileiro de Gestão Hospitalar, entidade responsável pela administração da unidade hospitalar.

O caso segue sob investigação, e as autoridades buscam aprofundar a identificação dos envolvidos e a extensão dos prejuízos aos cofres públicos e ao sistema de saúde.

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