Alta de 13% atinge principalmente pequenas e médias empresas, segundo dados da Serasa Experian
O Brasil encerrou 2025 com um recorde no número de pedidos de recuperação judicial, totalizando 2.466 solicitações — um aumento de 13% em relação a 2024, quando foram registrados 2.184 casos. Os dados são da Serasa Experian e evidenciam o agravamento das dificuldades enfrentadas por empresas, especialmente micro, pequenas e médias.
Esse segmento é considerado essencial para a economia nacional, tanto pela geração de empregos quanto pelo dinamismo no mercado interno. O avanço das recuperações judiciais, portanto, acende um sinal de alerta sobre a saúde do setor produtivo.
Especialistas apontam que o aumento está ligado a uma combinação de fatores econômicos adversos. Entre eles, destacam-se o nível elevado de juros por períodos prolongados, o crédito mais caro e restrito, a inflação pressionando custos e a instabilidade regulatória e fiscal.
A recuperação judicial é um mecanismo legal utilizado por empresas em dificuldade financeira para renegociar dívidas e evitar a falência. No entanto, o crescimento expressivo desse recurso indica um ambiente de negócios mais desafiador.
O cenário também levanta preocupações quanto aos impactos indiretos, como a perda de empregos, o enfraquecimento de cadeias produtivas e a redução da confiança no mercado.
Economistas defendem que medidas voltadas à melhoria do ambiente de negócios — como maior previsibilidade jurídica, equilíbrio fiscal e acesso a crédito mais competitivo — podem ser determinantes para conter o avanço desses números nos próximos anos.
