Pesquisa da Unesp revela até três vezes mais risco de morte nesse grupo
Pacientes com doença renal crônica precisam de atenção redobrada diante da dengue. Um estudo da Faculdade de Medicina de Botucatu, da Universidade Estadual Paulista, em parceria com a Universidade Federal do Ceará, aponta que esse grupo apresenta risco significativamente maior de complicações e morte ao contrair a doença.
A pesquisa analisou milhões de registros e identificou que pessoas com doença renal crônica têm cerca de três vezes mais risco de morte por dengue e até 2,5 vezes mais probabilidade de desenvolver formas graves da infecção.
Segundo os pesquisadores, isso ocorre porque esses pacientes não respondem à doença da mesma forma que a população geral. O estudo também aponta maior necessidade de internação e maior frequência de complicações clínicas nesse grupo.
A doença renal crônica compromete o funcionamento dos rins, responsáveis por filtrar toxinas do organismo. Muitas vezes silenciosa, a condição pode evoluir ao longo dos anos e está frequentemente associada a problemas como diabetes e hipertensão, fatores que também aumentam a vulnerabilidade.
Mesmo após ajustes estatísticos para idade e comorbidades, os pesquisadores concluíram que a doença renal crônica, por si só, já eleva o risco de agravamento da dengue.
Entre os sintomas, pacientes podem apresentar quadros mais intensos, como náuseas, dores no corpo e maior propensão a complicações hemorrágicas, exigindo atendimento médico rápido.
Especialistas reforçam que a prevenção continua sendo a principal estratégia contra a dengue, especialmente para grupos de risco.
