Investigação aponta uso de bets, rifas ilegais e criptomoedas para ocultar recursos do crime organizado

Ryan Santana dos Santos, conhecido como MC Ryan SP, foi preso temporariamente nesta quarta-feira (15) durante a Operação Narco Fluxo, deflagrada pela Polícia Federal do Brasil.

Apontado como um dos principais nomes do funk nacional, o artista é suspeito de liderar uma complexa engrenagem criminosa voltada à lavagem de dinheiro oriundo do crime organizado e do tráfico de drogas.

A ofensiva mobilizou agentes em diferentes estados e resultou na prisão de 31 suspeitos, incluindo o também funkeiro MC Poze do Rodo. O foco da investigação é um grupo especializado em blindagem patrimonial e ocultação de valores.

Segundo a PF, as apurações tiveram origem nas operações Narco Vela e Narco Bet — esta última envolvendo a prisão do influenciador Buzeira — e revelaram um esquema de proporções bilionárias.

As estimativas indicam movimentações superiores a R$ 260 bilhões por meio de um sistema paralelo que incluía dinheiro em espécie, transferências bancárias e o uso intensivo de criptoativos, especialmente a criptomoeda Tether.

De acordo com os investigadores, MC Ryan SP estaria no centro da estrutura, sendo apontado como líder e principal beneficiário econômico do esquema. A suspeita é de que ele utilizava empresas ligadas à produção musical e ao entretenimento para misturar receitas legais com recursos de origem ilícita.

Ainda conforme a investigação, o grupo adotava estratégias sofisticadas de ocultação de patrimônio, incluindo o uso de “laranjas”, transferência de bens para terceiros e aquisição de ativos de alto valor como forma de disfarçar a origem do dinheiro.

A defesa dos investigados ainda não se manifestou. O caso segue sob investigação e pode ter novos desdobramentos nos próximos dias.

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