Estudantes e ex-funcionários do Instituto Delta Proto afirmam que o recente cancelamento de turmas sob a justificativa de “baixa quantidade de alunos” seria apenas o desfecho de uma crise financeira que se arrasta há meses. Segundo relatos, o agravamento da situação teria ocorrido após a prisão dos proprietários da instituição, o delegado Dannilo Proto e sua esposa, Karen Proto.
O casal é investigado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do Ministério Público, por suspeita de desvio de recursos públicos, fraude em concursos e contratos educacionais, além de coação.
De acordo com uma fonte ouvida pelo InfoCaldas Notícias, que pediu para não ser identificada, a escola acumula mais de R$ 200 mil em impostos em atraso, além de dívidas com fornecedores, professores e com o proprietário do imóvel onde funciona. Ainda segundo a fonte, o dono do prédio teria ingressado na Justiça com um pedido de desocupação.
Diante do cenário, a venda da instituição para outro grupo educacional chegou a ser cogitada. No entanto, conforme relato obtido pela reportagem, as negociações não teriam avançado devido ao volume das dívidas.
“Tem gente interessada em comprar, mas quando vê o tamanho do passivo, acaba desistindo”, afirmou a fonte.
Até o momento, a direção do Instituto Delta Proto não se manifestou oficialmente sobre as denúncias de crise financeira nem sobre o futuro da instituição.


