Os gastos públicos do governo federal com diárias, passagens e locomoção alcançaram R$ 3,88 bilhões em 2025, durante o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O valor representa o maior patamar real dos últimos 11 anos, superando inclusive os números registrados em 2014, já descontada a inflação.
Em relação a 2024, houve um aumento real de 3,7%, mesmo em um contexto de restrições fiscais, discursos de austeridade e dificuldades orçamentárias enfrentadas por áreas essenciais do serviço público.
Os dados mostram que apenas com passagens e despesas de locomoção foram desembolsados R$ 1,63 bilhão, um crescimento real de 9% em comparação ao ano anterior. Já os gastos com diárias somaram R$ 2,25 bilhões, reforçando a escalada das despesas associadas a viagens oficiais.
Integrantes do governo atribuem parte desse crescimento à expansão da estrutura ministerial, que passou de 23 para 38 ministérios no início do atual mandato. A ampliação teria provocado maior circulação de autoridades e equipes técnicas. No entanto, críticos apontam que o resultado prático é o aumento do custo para o contribuinte, sem ganhos evidentes de eficiência administrativa.
Em um cenário marcado por cortes e contingenciamentos em áreas sensíveis, o recorde histórico de despesas com deslocamentos oficiais reforça a percepção de que o controle de gastos segue como promessa recorrente, mas raramente cumprida na prática.


