A Justiça goiana decidiu manter a prisão preventiva do síndico Cléber Rosa de Oliveira, de 50 anos, e de seu filho Maykon Douglas de Oliveira, de 30 anos, após audiência de custódia realizada nesta quinta-feira (29 de janeiro de 2026). Ambos são acusados de envolvimento no homicídio da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, cujo corpo foi encontrado em Caldas Novas após 47 dias de buscas intensivas pelas equipes de segurança pública.
A manutenção da prisão foi autorizada pelo juiz responsável pela audiência de custódia, em atenção ao pedido formulado pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO), que havia solicitado a conversão das detenções em prisões preventivas. Entre os fundamentos apresentados pelo MP-GO estava o risco de interferência nas investigações e na ordem pública, além da necessidade de garantir que os suspeitos permaneçam à disposição da Justiça enquanto ocorre a fase de instrução penal do processo.
Cléber e Maykon foram presos pela Polícia Civil na mesma operação que levou à localização do corpo de Daiane, cujo desaparecimento em dezembro de 2025 ficou marcado pelo mistério e pela mobilização de uma força-tarefa policial. A investigação, conduzida pela 19ª Delegacia Regional de Polícia Civil, identificou indícios suficientes de envolvimento dos dois na morte da corretora, que havia sido vista pela última vez descendo ao subsolo do prédio onde morava para verificar uma queda de energia — episódio que desencadeou uma série de diligências e análise de imagens e provas forenses.
Durante a audiência de custódia, as defesas de Cléber e Maykon tiveram oportunidade de se manifestar, mas a juíza entendeu que a gravidade dos fatos, a clara necessidade de preservar a ordem pública e a garantia de que os suspeitos respondam ao processo sem interferir nas apurações justificavam a manutenção das prisões preventivas. As defesas ainda podem recorrer da decisão, tanto no tribunal de segunda instância quanto nos meios legais pertinentes, mas permanecer nesses autos representará um obstáculo à liberdade provisória.
A família de Daiane e a comunidade de Caldas Novas acompanharam, em silêncio e sob forte comoção, mais este desdobramento do caso que chamou atenção em Goiás e no país. Autoridades destacaram, após a audiência, que o inquérito segue sob análise, com coleta e cruzamento de provas adicionais, depoimentos de testemunhas e exames periciais que devem compor a denúncia formal e a instrução criminal.
O caso agora caminha para a fase em que as peças processuais serão organizadas para eventual oferecimento de denúncia definitiva pelo Ministério Público e recebimento pelo juízo competente, abrindo caminho para o julgamento. O processo evidencia um dos episódios mais trágicos e complexos no interior de Goiás nos últimos anos, marcado por mistério, intensa investigação e repercussão social.


