Um casal foi preso em flagrante na quarta-feira (7), em Goiânia, suspeito de comercializar anabolizantes, medicamentos para emagrecimento e substâncias de uso proibido no Brasil por meio da internet. A prisão ocorreu no momento em que os investigados realizavam a entrega de uma ampola a um cliente.

De acordo com a Polícia Civil, os produtos eram preparados, manipulados e armazenados de forma irregular na residência da mulher, que é estudante de biomedicina. As investigações apontaram que as vendas aconteciam principalmente por meio das redes sociais, onde os suspeitos anunciavam os produtos e combinavam a entrega diretamente com os compradores, sem qualquer tipo de autorização sanitária ou prescrição médica.

Durante a abordagem, os policiais localizaram diversos frascos contendo substâncias variadas, entre elas medicamentos voltados para emagrecimento, produtos com características de anabolizantes e compostos com comercialização restrita no país. As embalagens apreendidas eram de origem caseira e não possuíam rótulo, número de lote, data de validade, registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ou comprovação de procedência.

Segundo a polícia, os recipientes apresentavam indícios de falsificação e possível adulteração, o que representa risco direto à saúde dos consumidores. No local, também foram encontrados materiais utilizados para o preparo, armazenamento e comercialização irregular dos medicamentos.

Todo o material apreendido foi encaminhado para perícia, que irá analisar se o conteúdo das ampolas corresponde ao que era anunciado aos clientes. A Polícia Civil ressalta que, mesmo que os produtos fossem originais, os suspeitos não possuíam autorização legal para a venda de medicamentos, atividade que exige registro, controle sanitário e responsabilidade técnica.

Durante a análise dos celulares apreendidos, os investigadores encontraram mensagens de clientes relatando efeitos adversos após o uso dos produtos. Em uma das conversas, uma consumidora relatou dores abdominais e episódios de vômito.

O casal foi conduzido à delegacia e permanece à disposição da Justiça. As investigações continuam para identificar outros possíveis compradores e apurar a origem das substâncias comercializadas.

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