O capitão da Polícia Militar Aylton Benevides de Souza Júnior e o soldado Adelor Dias Furtado Neto foram presos por desacato e ameaça durante uma discussão ocorrida em uma delegacia de Trindade, na Região Metropolitana de Goiânia. O episódio aconteceu enquanto o soldado comparecia à unidade policial para prestar depoimento após ser denunciado pela ex-companheira por suposto crime relacionado à Lei Maria da Penha.
Um vídeo obtido pela TV Anhanguera mostra o momento em que o tenente Carlos Antônio Ferreira de Oliveira comunica a autuação na Corregedoria da corporação. Nas imagens, o capitão aparece encarando o tenente, enquanto o soldado permanece ao lado, vestindo bermuda azul.
Após audiência de custódia realizada no sábado (3), a Justiça concedeu liberdade provisória aos dois militares, impondo a eles o cumprimento de medidas cautelares.
Em entrevista ao O Popular, a defesa dos policiais, representada pelos advogados Higor Pierry da Silva e Alan Araújo Dias, afirmou que a ocorrência teve origem em um conflito familiar de natureza exclusivamente verbal, sem a configuração de crime em andamento ou situação que justificasse prisão em flagrante. Segundo os advogados, o soldado não foi preso por violência doméstica, uma vez que não havia medida protetiva vigente e, conforme a defesa, não existem provas que sustentem as acusações.
Em relação ao capitão, a defesa negou qualquer prática de ameaça, tráfico de influência ou exigência ilícita. De acordo com os advogados, ele apenas questionou a legalidade dos atos praticados e defendeu que os registros da ocorrência refletissem fielmente os fatos.
Por meio de nota, a Polícia Militar de Goiás informou que a Corregedoria acompanha o caso e que já foram instaurados os procedimentos administrativos disciplinares cabíveis. A corporação ressaltou ainda que “não compactua com quaisquer desvios de conduta por parte de seus integrantes” e reafirmou seu compromisso com a legalidade, a ética profissional e a transparência institucional.
