A Força Aérea Brasileira (FAB) iniciou levantamentos para avaliar a possível compra de uma nova aeronave presidencial. A medida ocorre após uma série de problemas técnicos enfrentados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em viagens oficiais desde 2024.
De acordo com a FAB, foram registradas três ocorrências em 2024 envolvendo o avião presidencial VC-1 e uma em 2025, com a aeronave de apoio C-105 Amazonas. O objetivo da sondagem é identificar modelos disponíveis no mercado que atendam às necessidades atuais da Presidência da República, como maior autonomia e confiabilidade, reduzindo a necessidade de pousos intermediários.
O episódio mais recente aconteceu em outubro deste ano, quando um avião de apoio apresentou falha técnica antes de decolar para uma agenda presidencial na Ilha de Marajó (PA). Já em 2024, o VC-1 teve um problema logo após decolar no México, obrigando a aeronave a permanecer cerca de cinco horas no ar para consumir combustível antes de pousar em segurança.
Segundo a FAB, não houve risco à segurança do presidente em nenhuma das situações, e todos os protocolos de manutenção foram seguidos.
Compra pode demorar
Especialistas apontam que a aquisição de uma aeronave presidencial é um processo complexo e pode levar anos. Além disso, não há previsão orçamentária específica para a compra em 2026. Em novembro, no entanto, foi sancionado um projeto que destina R$ 5 bilhões para investimentos em defesa ao longo de seis anos.
Aeronaves presidenciais atuais
Atualmente, a FAB dispõe de dois aviões oficiais para o transporte presidencial:
- VC-1 (Airbus A319) – alcance de até 8.500 km
Aeronave presidencial VC-1 Embraer 319 — site: FAB - VC-2 (Embraer 190) – alcance de até 8.334 km

A FAB ressalta que, dependendo da logística, outras aeronaves da frota também podem ser utilizadas para transportar o presidente.
