A família de Natali Vieira Batista, de 33 anos, afirma estar “em pedaços” após a morte da mulher, assassinada a facadas pelo namorado em Goiânia. Segundo parentes, o relacionamento durava cerca de cinco meses e era marcado por comportamentos de controle e manipulação por parte do suspeito, Djanir Brito Guimarães.
De acordo com uma prima da vítima, que preferiu não se identificar, Natali passou a mudar de comportamento depois que iniciou o relacionamento.
“Tentamos intervir, mas ele manipulava ela. Não deixava nem ela ter o próprio telefone”, relatou.
Ainda segundo a familiar, a vítima “virou outra pessoa” nos últimos meses. Natali deixa três filhos, que agora estão órfãos de pai e mãe, já que o marido dela havia morrido há cerca de um ano.
“Nós só queremos que a Justiça seja feita”, desabafou a prima.
A reportagem não conseguiu localizar a defesa de Djanir Brito Guimarães até a última atualização desta matéria.
O crime
O homicídio aconteceu na última sexta-feira (28), na Vila Montecelli. Segundo o Corpo de Bombeiros, Natali apresentava ferimentos provocados por faca na região do tórax, além de hematomas no rosto.
Conforme relato de um policial militar durante a audiência de custódia, testemunhas informaram que o casal estava em luta corporal do lado de fora da residência. Familiares tentaram intervir, mas os dois entraram na casa.
“O autor invadiu a residência, apoderou-se de uma arma branca (faca) e desferiu um golpe na região torácica esquerda da vítima, o qual, segundo a médica Dra. Luciana Benevides de Araújo, ocasionou o óbito”, descreve o depoimento.
Após o crime, o suspeito fugiu, mas foi localizado pela Polícia Militar em uma casa na região noroeste da capital.
Prisão e confissão
Segundo a PM, Djanir teria fugido com a ajuda do pai e tentou se esconder na casa de parentes, no Setor Cândida de Moraes. Ele foi preso em flagrante por equipes do 9º Batalhão e do Giro.
Em um vídeo gravado no momento da prisão, o suspeito confessa o crime e afirma que “perdeu o controle” durante a discussão. Ele também disse não se lembrar de quantas facadas desferiu contra a vítima.
“Quando eu vi, já tinha acontecido”, declarou.
Em depoimento inicial, Djanir alegou que suspeitava de traição e que ambos haviam consumido bebida alcoólica antes da agressão.
O caso é investigado como feminicídio e resistência à prisão. A Polícia Civil aguarda laudos da Polícia Técnico-Científica para conclusão do inquérito.


